Enoque, segundo a tradicional lenda cainita, foi a primeira cidade que, por sua vez, recebeu o nome do primogênito filho de Caim e, ali, se edificou um glorioso reino que não só possui uma importância mitológica para os membros da Ordem de Kâæz, como também nos permite especular livremente a grandeza daquele povo, suas organizações e necessidades que, segundo o mito, dá à luz a Ordem dos Cainitas em tempos difíceis, onde as leis começaram a ser necessárias para que houvesse completa socialização e prosseguimento das querências do Rei daquelas terras, o filho de Âdâ (Adão) e Jäë (Eva).

            As principais religiões do mundo e suas respectivas filosofias, falam de Caim como alguém que devemos superar, principalmente quando notamos que sua fama está intimamente atrelada ao primeiro fratricídio, segundo os mitos.

            Para os membros da Ordem de Kâæz há muito mais à saber, ver e perceber a respeito desse patriarca que vai além das resumidas páginas de sagrados livros, dos quais, movemos grandioso respeito.

            Se por um lado, Kâæz (pronuncia-se Caaib), como é conhecido por nós, tem seus erros cometidos pela sua inicial ignorância a respeito do mundo a seu redor, doutro, o temos como uma personalidade que pode nos inspirar ao principal cerne do comportamento cainita: O questionamento.

            Lançado luz a respeito desta personalidade central, é preciso agora, compreender nesse breve manifesto público, como se dá a origem da Ordem.

            A fundação da Ordem é dividida em três partes:

  1. A Ordem lendária, como no parágrafo anterior, de uma maneira muito resumida, compreendemos;
  • A Ordem Italiana que, por sua vez, reaparece através das Casas do Pensamento Cainita denominado SUMMI MAGISTRI, em 1345 na comuna italiana de Forli;
  • A Ordem documentada que, originalmente, teve suas raízes firmadas no Brasil, em 1910, com poucas organizações oficiais e baixíssimo número de membros até meados de 2000 com o surgimento da Caimária do Brasil.

A dita Caimária do Brasil, consolida então, a organização detalhada da Sagrada Ordem de Kâæz que ressurge em tempos modernos, apoiada em sua tradição que estava sendo transmitida de boca à ouvido, através da Mentoria de seus pupilos, por todos esses anos.

            A Caimária, por sua vez, entende-se como Escola Cainita que, oferta de maneira mais aprofundada, os conhecimentos e mistérios que orbitam sua Filosofia Especulativa Mistérica, multiplicando-se em quantidade de membros de maneira mais rápida, fortificada e ainda, discreta.

            Atualmente, os membros da Ordem de Kâæz consideram seu tempo de existência muito maior que a fundação da Caimária do Brasil, enquanto Academias de Mistérios e Filosofia Cainita. Essa consideração se dá pela compreensão de seus íntimos mistérios e de sua profunda ligação com a tradição edo-enoquiana.

            Ainda assim, é importante ressaltar que considerar o tempo da existência da Ordem de Kâæz como de longa data, não está ligada a supervalorização e tampouco a desmedida fé. Trata-se apenas do resultado da lógica observação sobre seu conteúdo, sua estrutura e seus ricos detalhes que fazem jus a verificação de que não se é humanamente possível, fabricar tantos detalhes em tão pouco tempo.

            A Ordem de Kâæz permanece ofertando a oportunidade de adentrar a seus mais profundos mistérios a partir de suas genuínas ferramentas, tais como:

  • Calendário próprio contendo 14 meses, cujo ano atual é de 3554;
  • Idioma ritualístico denominado Âlæfÿr;
  • Panteão conhecido como Fraternidade Eterna e, embora não seja uma religião e não tenha a pretensão de tomar o lugar de fé de seus membros, a Ordem observa a mitologia para auxiliar na compreensão de seus mistérios;
  • Ritos e Cerimônias unicamente ligados à linha cainita.
  • Livro da Lei para Ordenados e Livro de Regras (VAMECULA) para os não nascidos em berço da tradição, ofertando a oportunidade de serem reconhecidos como Popvlos (Povos de Enoque);
  • Rito de Iniciação Complexo e particular;
  • Pirâmide de Graus de acordo com o vínculo do membro para com a Ordem;
  • Mais de 200 livros/livretos sobre a Filosofia Cainita;
  • Sigilos e saudações íntimas dos cainitas;
  • Hinos tradicionais da Ordem;
  • Base de pensamento oriundo da união da Ciência, Fâtâ (Princípio Mistérico) e Religião com o intuito de sondar a Verdade buscada por seus membros;
  • Festividades tradicionais;
  • Fomentação do livre pensamento e da ausência do dogmatismo;
  • Ostentação da Fraternidade, Justiça e Respeito;
  • Departamentos de Regulamentação, Coordenação, Acadêmicos, Ritualísticos, Cerimoniais, Zeladores das Leis e de validação territorial;
  • Disciplinas de desenvolvimento espirito-mistérico tais como: Neuromagia, Herbologia, Atrium e Espiritualidade, Animagia, Angelologia, Alquimia Edo-Enoquiana, Trato do idioma ritualístico, aperfeiçoamento pessoal/profissional, Inteligência Emocional e Filosofia.

Os membros conhecidos como Órfãos (refere-se àqueles que não estão ligados à Ordem de Kâæz), necessitam vincular-se através de uma Escola/Academia oficializada pela Caimária do Brasil, para que, compreendendo sua Filosofia, possa então, optar por aplica-la como estilo de vida, prestando-se a Iniciação, caso seja de sua íntima, livre e espontânea vontade.

            Somente os de familiar já Iniciado na Ordem de Kâæz, podem ignorar seu relacionamento com uma das Escolas Cainitas, se caso, esteja recebendo as orientações devidas e seu aprendizado através deste membro da família que tenha caráter e posição de Mentor da Ordem.

            Todos os demais estão sob a obrigatoriedade de somente ser convidado a Iniciação, quando concluído seu Curso de Filosofia Ancestral Cainita (2 cursos) e Filosofia Especulativa Mistérica (2 cursos), sendo então, em sua totalidade, aprendiz dos 4 níveis, denominados 4 Colunas dos Céus.

            São essas ditas 4 Colunas dos Céus, centro da Mitologia e Filosofia Cainita, expresso no seguinte:

  1. Bâtv: (pronuncia-se batú) é, para os ditos cainitas, sinônimo de divino amor que desperta no reconhecimento de si e de sua parte igual, no outro. Trata também a força e o princípio masculino.
  • Âvstürvs: (pronuncia-se Austérus) tônico das emoções e Sagrado Feminino, intimamente ligado a busca da real existência sobre o que se considera realidade compartilhada, através de vinte e quatro caminhos de experiências que limitam o medo, a ignorância e abundam o conhecimento sobre as próprias sensações;
  • Fvs: (pronuncia-se fús) é, para os cainitas, a força motriz da criação e seus mistérios de divina elevação;
  • Üäoko: (pronuncia-se évoco) a serviço da compreensão máxima da fraternidade e dos mistérios das conjurações e sistemas egregóricos.

A Ordem de Kâæz está sujeita a uma potência sincretista denominada Confederação Universal da Ordem dos Cainitas que, é formada por Casas de Conselho, Summi Magistri e outros Elísios (Agrupamentos de Cainitas) que operam em nome da Causa, da Filosofia e da perpetuidade de seus mistérios.

Laborar para a Ordem é acessar seus mistérios e ofertar a ela, tal como para uma Mãe, seus serviços aplicados no comportamento que de livre vontade, escolhemos fazê-lo.

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