A Ordem dos Cainitas (Ordës mÿ Kâæz) é, como sabemos, uma instituição iniciática cuja filosofia possui Bâtv (amor) como força epicentral. Entretanto, tal filosofia não é tão simples quanto parece, ao decidir traduzir a palavra do idioma cainita (âlæfÿr), essa então, Bâtv, para o português ‘amor’.

O capítulo 6 do livro ‘O Sagrado livro da Atrium – Tertúlia’, escrito em novembro de 2017 pelo filósofo cainita Sir William Lafontinne, define Bâtv como sendo “Amor sem condições de amar”. Essa aposta, quando refletida nas bases de entendimento deste conteúdo, refere-se então a um tipo de sentimento que é mais racional, que emocional e que não está sob os limites desconcentrados da paixão.

Aline Rochedo escreveu “Apesar de associarmos a paixão ao coração,a flecha do cupido primeiro põe fogo no cérebro. E provoca reações tão intensas que, se durarem tempo demais, o organismo pode entrar em colapso”, quando tratava sobre A química da Paixão para a Revista Superinteressante. E, é sobre esses efeitos que nos deixariam com nossas tomadas de decisões um tanto quanto prejudicadas que Bâtv não se refere e então, esses créditos permanecem ao efeito da paixão.

Bâtv seria para essa distinta filosofia, um encontro com outro corpo que possui uma frequência idêntica a do indivíduo enquanto construção da mente (alma) que os cainitas chamariam de ‘ânæmâ’ em seu idioma ritualístico.

Assim, esse amor seria composto de outras três manifestações de afetos/desejos que nos atraem as pessoas. O Ürvs (Erus) – atração física/desejo sexual, Âhâpë (arrapi) – o prazer em compartilhar e, por último, Fâtë (fati) – o amor fraternal. Esses três ingredientes fariam de seus portadores, vibrantes numa intenção tão similar que propiciaria a construção de um Amor Companheiro, sólido e permanente.

Entretanto, não se trata de uma filosofia de almas gêmeas utópicas. Esse conceito sinaliza as problemáticas e suas fases de desenvolvimento e parece ser tão bem refletido que atraí a atenção devida, dos pupilos da Ordem e de suas respectivas Academias. Em Bâtv, quatro fases são apresentadas, e colocadas exatamente na ordem de suas ocorrências, sendo elas: Desafio, conquista, anímico e criação. Assim, até mesmo Bâtv reconhece que haverá desafios para que esses dois indiv[íduos não só se reconheçam como se aceitem como tal e construam uma vida sólida, numa sociedade liquida (como diria o professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia, Zygmunt Bauman.)

E você, já pensou na possibilidade de existir um amor baseado nas similaridades da mente (alma) que consigam acompanhar a velocidade de desenvolvimento e suas alterações? Deixe seus comentários.

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